A viagem de uma forma geral foi fantástica, mas vale uma ressalva em relação as instalações do navio Ushuaia que estão bastante deterioradas, sobretudo nas cabines (considerando que ficamos na melhor cabine - 201). Não obstante termos conhecimento que trata-se de um navio construído para pesquisas e adaptado para o turismo. Outro ponto a mencionar é em relação a alimentação a bordo que deixou a desejar, tanto em qualidade quanto em quantidade. No inicio imaginamos que a quantidade de comida estava relacionada a travessia do Drake mas a situação se manteve durante toda a viagem. Sabemos que as áreas comuns foram reformadas recentemente mas o espaço entre as mesas do restaurante são extremamente apertadas e nos não estamos fora do peso....
Com relação aos guias, especificamente, percebemos uma menor atenção aos passageiros de língua espanhola (nos somos brasileiros, não falamos inglês e escolhemos o Ushuaia exatamente por este motivo principal). Além disso, sentimos falta também, nos dias em que as condições climáticas impossibilitaram o desembarque, que houvesse um Plano B (alternativo), como por exemplo palestras sobre o que deixamos de visitar naquele dia. Imaginávamos por se tratar de um navio de expedição, que teríamos palestras abordando assuntos relevantes ligados a Antártida, como a questão do aquecimento global.
Como pontos positivos, destacamos a cordialidade e gentileza do capitão Sergio Osiroff, sempre disponível para esclarecer dúvidas e curiosidades, o bar men Leo, sempre prestativo e atento as necessidades dos passageiros e o Fabian com sua alegria contagiante. Por fim, o fato de tratar-se de um navio pequeno, permitiu que tivéssemos acesso a lugares mais exclusivos, o que fez a diferença.
Gratos.